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Nós da D-Plac Ovinos, trabalhamos com a criação de Ovinos da raça Santa Inês, White Dorper e Texel, animais de alto valor genético, que através de investimentos contínuos, visa o crescimento do rebanho e cuidado com seus animais.

Saiba abaixo, como foi a evolução da raças. Curiosidades e
dúvidas sobre suas origens.

A raça de ovinos Santa Inês tem origem na década de 50, quando o animal era chamado de Pêlo-de-boi. Originário do Nordeste brasileiro, o Santa Inês é resultado do cruzamento das raças Bergamácia, Morada Nova e Somális. As características atuais do animal são resultado da seleção natural e dos trabalhos de seleção genética de técnicos e criadores. O tipo de orelha, o formato da cabeça e os vestígios de lã evidenciam a presença da raça Bergamácia. Já a condição de deslanado e as pelagens são traços da raça Morada Nova. A raça Somális também deixou sua marca no Santa Inês, através da gordura que se apresenta em torno da implantação da cauda, nos casos em que o animal está mais gordo. Uma coisa é certa para identificar um autêntico Santa Inês: todos eles têm corpos grandes, pernas compridas, orelhas pendulares e longas, e não apresentam chifres. A pelagem pode ser branca, malhada, castanha ou preta.

A raça surgiu como uma excelente alternativa para os criadores brasileiros que buscavam animais de grande porte, pêlo curto, produtivos e perfeitamente adaptados às condições climáticas do Brasil. Além dessas características, o ovino possui uma ótima conformação de carcaça, é bastante fértil, prolífico e precoce. Os machos chegam a pesar de 120 a 130kg e as fêmeas, de 80 a 90Kg. Elas se destacam também pela habilidade materna e pela excelente capacidade leiteira.

O Dorper é uma raça oriunda da África do Sul, desenvolvida nos anos de 1930 por uma questão de necessidade. Nesta década, os criadores da África do Sul exportaram carne de ovinos nativos, de rabo largo, para Londres. Mas esta carne foi totalmente rejeitada porque os ingleses estavam acostumados com carne de alta qualidade, proveniente da raça Canterbury, da Nova Zelândia. Em decorrência desse problema, os criadores resolveram investir no desenvolvimento de uma nova raça que atendesse essa alta qualidade desejada, produzindo um carneiro de corte, com excelente carcaça, e que pudesse ser criado nas regiões extensivas no semi-árido africano. No seu livro “ Ganhando dinheiro com ovinos de corte “, Q. Campell, diz que o Dorper foi resultado de um dos melhores cruzamentos entre uma raça exótica e uma adaptada, Dorset Horn e do Blackhead Persian.

A Blackhead Persian, oriunda do deserto, garantiu a rusticidade, frugalidade, adaptabilidade, pigmentação, cobertura de pêlos, alta fertilidade e gemelaridade, e uma pele de excelente valor comercial. O Dorset Horn, conferiu crescimento rápido, boa cobertura muscular e excelente sabor da carne.

O produto do cruzamento recebeu o nome com as iniciais das duas raças: DORset + PER sian. Em 1946, a raça já estava pronta e ocupando boa parte dos rebanhos sul-africanos. Em 1950, fui fundada a Associação de Criadores de Dorper.

Concomitantemente à criação da Associação, iniciou-se uma discussão a respeito da coloração do animal Dorper, se deveria ser totalmente branco (chamado de Dorset), ou se deveria apresentar a cabeça negra. Essa discussão perdurou até 1964, quando a Associação determinou que ambos os animais, brancos ou com cabeças pretas, teriam a denominação de Dorper.

A diferença na cor permite que o criador tenha a sua preferência. Cerca de 85% dos criadores de Dorper, membros da Sociedade de Criadores da Raça Ovina Dorper da África do Sul, criam o Dorper de cabeça preta.

A raça Dorper é, numericamente, a segunda raça mais criada na África do Sul, com mais de 10 milhões de cabeças, mais de 30% do total de ovinos do país, e se espalha rapidamente por muitos outros países.

 

 
   

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